Faltam 19 dias · domingo, 25 de outubro

Como ajudar: três nomes, três semanas

Não há comitê, chefe, lista central nem material oficial. Cada pessoa escolhe três nomes, fala com quem já confia nela e usa os canais que já tem. Um conhecido convencido rende mais do que mil desconhecidos alcançados.

Comece aqui

A regra do 3: três nomes até o dia 25

Escolha três nomes, acompanhe os três até o dia 25 e convide três pessoas a fazer o mesmo.

  • Nome 1, quem não foi votar: simpatiza com Lula ou rejeita Flávio, mas faltou no 1º turno.
  • Nome 2, quem votou em outro: Cury, Caiado, Renan, Zema, branco ou nulo.
  • Nome 3, quem está em dúvida: votou sem convicção, de qualquer lado, e aceita conversar.

Escreva os nomes hoje, no papel ou nas notas do celular. Depois convide três pessoas que já votam em Lula, uma a uma, por mensagem direta. Convite em grupo se perde.

"A diferença foi de 5 votos por urna. Estou cuidando de três pessoas até o dia 25: uma que não votou, uma que votou em outro candidato e uma indecisa. Topa fazer o mesmo com três nomes seus? O passo a passo está aqui: {URL}"

Por que funciona

1você
3convidados
9na 2ª onda
27na 3ª
81na 4ª

Se metade dos convidados topar e cada um repetir o convite em dois ou três dias, uma pessoa que começa hoje chega a dezenas de grupos de três até o dia 25, e cada um cuida de três votos. Não depende de dinheiro, de chefe ou de algoritmo: depende de confiança entre conhecidos.

  • Quinze minutos por dia. Nos dias 23 e 24, meia hora para confirmar os planos de voto.
  • Grupo de apoio opcional: três a cinco pessoas que já se conhecem, sem chefe e sem pauta. Acima de oito, divida.
  • A sua medida é a sua lista. Um nome só conta quando a pessoa votou. Use a cartela.

Para uso pessoal. Não imprima para distribuir: material impresso de campanha tem de ser editado por partido ou candidato, com CNPJ/CPF e tiragem (Res. TSE 23.610, art. 21).

Por tipo de voto

Três conversas, uma regra: de pessoa para pessoa

Cada nome da sua lista chegou ao 2º turno de um jeito. O que muda é por onde começar e quanto cada voto rende no saldo. Chamado aberto onde Lula lidera, chame todo mundo para votar · Nominal onde Flávio lidera, procure só quem você sabe que vota em Lula · Disputado some as duas coisas.

1

Quem votou no Flávio sem convicção

Rende mais por pessoa: cada voto que muda conta dois no saldo.
3,4 mivotos que Lula perdeu desde 2022

Quem é

  • Quem votou em Lula em 2022 e em Flávio agora. A perda de Lula foi maior em Tocantins, Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Ceará e Minas.
  • Quem decidiu na última semana por rejeição ao PT, não por adesão a Flávio. As pesquisas mediam Flávio 4 pontos abaixo do que ele teve.
  • Homens de 25 a 59 anos de renda média.
  • Evangélicos pouco praticantes ou de famílias divididas. O objetivo realista é reduzir a distância, não ganhar o grupo.

Como abordar

  1. Só com quem você conhece e que já ouve você. Desconhecido na internet não muda de voto.
  2. Pergunte o que mudou desde 2022 e ouça até o fim, sem rebater.
  3. Reconheça o motivo. "Entendo, eu também fico bravo com isso."
  4. Traga um fato só, do bolso ou da rotina da pessoa, que você consiga mostrar com fonte oficial ou com a sua própria vida.
  5. Faça um pedido pequeno: "compara os dois só nesse ponto antes do dia 25". Volte ao assunto uma única vez.
"Você votou no Lula em 2022, né? O que fez você mudar? Pergunto de verdade, quero entender. Depois te conto por que eu continuo votando nele."
"Não precisa gostar do PT. Só te peço uma coisa: escolhe o assunto que mais pesa para você, emprego, preço ou segurança, e compara o que cada um fez. Se depois disso continuar no Flávio, tudo bem, fica entre nós."

Não faça

  • Chamar a pessoa de gado, fascista ou burra. Quem é atacado defende o próprio voto.
  • Mandar meme ou piada contra Flávio. Zombaria fecha a conversa e pode ofender a honra do candidato, o que a lei proíbe.
  • Discutir no grupo da família, na frente de todos: quem assiste fica mais firme no voto contrário.
  • Repassar qualquer coisa que você não consiga provar.

Materiais: séries homens, pessoas de fé, 6x1 e bets.

2

Quem votou em outro candidato, em branco ou nulo

O grupo que mais rende no total. E o que mais depende de conversa.
15,3 mi9,3 mi em outros + 6,0 mi brancos e nulos

Prioridade por candidato do 1º turno

Votou emVotosPrioridade

Votos: TSE. Prioridade: avaliação nossa, pela distância entre cada eleitorado e Lula. Não é pesquisa.

Onde estão

Votos em Cury, Caiado, Renan, Zema e outros por estado, em mil. TSE, 1º turno.

Roteiro da conversa

  1. Pergunte e escute. "O que te levou a votar no Cury?"
  2. Reconheça o motivo. "Faz sentido. Eu também cansei de briga." Não corrija o voto do 1º turno.
  3. Ligue um fato ao motivo dela. Quem votou em Caiado costuma falar de gestão e segurança; quem votou em Cury, de calma e de saúde mental.
  4. Lembre que a chapa é ampla: o vice é Geraldo Alckmin (PSB), ex-governador de São Paulo e ex-adversário de Lula.
  5. Pedido pequeno: "compara os dois nesse ponto". Quem disser "vou pensar" entra na sua lista de confirmação da véspera.
"Entendo não gostar de nenhum dos dois. Mas um deles vai governar quatro anos, com o seu voto ou sem ele. Qual dos dois te atrapalha menos no que importa para você?"
"Você votou no Caiado por causa de gestão, né? Sabia que o vice do Lula é o Alckmin, que governou São Paulo quatro vezes? Não é uma chapa só do PT."

Branco e nulo não anulam a eleição. Não entram na conta dos válidos e não favorecem ninguém. Explique isso sem bronca. Materiais: vídeos "Dos dois!", um para o eleitor de cada candidato, e as séries frente ampla, indecisos e a conta.

3

Quem vota em Lula e não foi votar

Rende menos por pessoa, mas é o mais fácil de fazer.
33,5 minão votaram no 1º turno

A regra de ouro

Chamado aberto só onde Lula lidera; trabalho nominal no resto. Nos lugares em que Flávio venceu, um "vá votar!" genérico traz mais eleitores para ele. Lá, procure só as pessoas que você sabe que votam em Lula. Veja no mapa qual é o caso da sua cidade.

  • Chamado aberto (bairro, feira, igreja, grupos de família): Nordeste inteiro, Pará, Amazonas, capital paulista, Porto Alegre, Belém, Juiz de Fora, ABC paulista.
  • Trabalho nominal (só a sua lista): interior de SP, Sul, Centro-Oeste, Rio de Janeiro, maior parte de Minas.

Passo a passo com quem faltou

  1. Pergunte por que faltou, sem cobrança: trabalho, distância, documento, desânimo, mudança de bairro.
  2. Resolva o obstáculo. Local de votação no app e-Título ou no site do TSE. Basta documento oficial com foto. Das 8h às 17h, horário de Brasília.
  3. Avise que pode votar. Muita gente acha que perdeu o direito por ter faltado no 1º turno. Não perdeu.
  4. Monte o plano de voto com quatro perguntas: a que horas? como chega? com quem? o que faz antes e depois?
  5. Confirme na véspera e mande mensagem no domingo cedo.
"Oi! Sabia que quem não votou no 1º turno pode votar normalmente no dia 25? É só levar um documento com foto. Você vota onde? Quer ir comigo?"
"Amanhã é o dia. Você tinha dito que ia às 9h com a sua mãe. Continua de pé? Se precisar, vou com vocês."

Os grupos que mais faltam

  • Idosos com 70 anos ou mais (voto facultativo): ofereça companhia, num horário calmo.
  • Jovens de 18 a 29: plano de voto e ida em turma.
  • Quem tem pouca escolaridade: o obstáculo costuma ser prático (onde votar, documento, transporte).
  • Quem trabalha no domingo: combine o horário antes do turno.
  • Pessoas com deficiência: urna com Braille, áudio e Libras, prioridade e acompanhante de confiança.

Pode acompanhar parente ou amigo até a seção. Não pode organizar ou pagar transporte para eleitores. Divulgue o transporte público gratuito onde a prefeitura oferecer. Materiais: séries 5 ideias, pais e avós, jovens, mulheres, PcD. Quem são esses grupos, com os números: em Dados.

Kit por mídia

Use o que você já tem. Custo zero.

O que circula é voz conhecida, curta e sem cara de propaganda. Uma ideia por peça, primeira frase com número ou pergunta, final com um pedido que caiba em um dia.

Faz circular

  • Sua voz e seu rosto, com um motivo seu.
  • Falar de bolso e de rotina: renda, preço, aposta, escola, saúde.
  • Evangélico fala com evangélico, jovem com jovem, idoso com idoso.
  • Responder a uma pessoa de cada vez, no privado.

Derruba o alcance

  • Ofender o eleitor do outro lado.
  • Textão e imagem com cara de partido.
  • Repassar a mesma peça várias vezes ao mesmo grupo.
  • Qualquer informação que você não possa provar.
Calendário

Três semanas, dia a dia

Limites

O que a lei e a ética não permitem

Pode

  • Conversar, opinar e pedir voto em seu nome, com a sua voz.
  • Publicar conteúdo próprio nas suas redes, sem pagar para impulsionar.
  • Acompanhar parente ou amigo até a seção, a pé ou de ônibus. De carro, de 24 a 26/out, só a sua família.
  • No dia 25, manifestação individual e silenciosa: adesivo, broche, bandeira.

Não pode

  • Espalhar informação falsa, montagem ou conteúdo fora de contexto, inclusive feito com IA.
  • Usar perfil falso, robô ou disparo em massa.
  • Pagar impulsionamento sendo pessoa física.
  • Oferecer dinheiro, favor ou brinde em troca de voto.
  • Dar carona de carro, de 24 a 26/out, a eleitor que não seja da sua família (Lei 6.091/74, art. 5º).
  • Pedir voto, mandar mensagem de campanha, fazer boca de urna, aglomeração ou distribuir material no dia 25.
  • Fazer propaganda no trabalho ou em lugares abertos ao público, como lojas, templos e clubes, e pedir voto a quem trabalha para você.
  • Imprimir material de campanha para distribuir: impresso é feito por partido ou candidato, com CNPJ/CPF e tiragem.
  • Constranger funcionário, cliente ou fiel a votar em alguém.
  • Fotografar ou filmar dentro da cabine.

Resumo da Lei 9.504/97 (arts. 37, 38, 39 e 57-A a 57-J), da Lei 6.091/74 e da Res. TSE 23.610/2019 com as mudanças de 2026. Na dúvida, consulte o TRE do seu estado.